top of page
Buscar

Brasil é o 3º maior mercado farmacêutico do mundo: o que isso significa para quem compra remédio

  • 16 de jun.
  • 2 min de leitura

O Brasil é o terceiro maior mercado farmacêutico do mundo, atrás apenas da Alemanha e dos Estados Unidos. Em 2024, o varejo farmacêutico brasileiro ultrapassou R$ 220 bilhões em faturamento. E as projeções para 2026 indicam crescimento de mais 10,6%.

São números impressionantes. Mas o que eles significam na prática para quem compra remédio todo mês?

Um mercado gigante, mas caro para o consumidor

Ser o terceiro maior mercado do mundo não significa que os preços são baixos. Pelo contrário. O Brasil combina uma população enorme com demanda crescente por medicamentos, o que naturalmente pressiona os preços para cima. Além disso, a carga tributária sobre medicamentos no Brasil é uma das mais altas do mundo, e a cadeia de distribuição entre a indústria e o consumidor final é longa e cara.

Quem mais cresce dentro desse mercado?

As vendas online já representam 18,7% do mercado farmacêutico brasileiro. As grandes redes, que são 11 mil das 93 mil farmácias do país, detêm 47,3% das vendas. Isso significa que mais da metade do mercado ainda está nas mãos das drogarias independentes, mas a pressão competitiva nunca foi tão grande.

O que esse cenário significa para o consumidor?

Um mercado em expansão não garante preços melhores. O que garante economia real é o modelo de acesso ao medicamento. Enquanto o mercado cresce, quem compra no balcão de uma farmácia tradicional continua pagando a margem de lucro do estabelecimento, que pode ser muito superior ao preço de custo real do produto.

Para quem toma medicamento todo mês, a alternativa mais eficiente continua sendo ter acesso ao preço de custo real, independente do tamanho do mercado ou de quantas farmácias existem no Brasil.

E para as drogarias independentes?

Com as grandes redes dominando quase metade do mercado e o e-commerce crescendo, a drogaria independente que depende apenas do movimento do balcão está cada vez mais pressionada. A saída está em criar fontes de receita que não dependam exclusivamente da venda diária de medicamentos com margem, como a receita recorrente gerada por convênios farmacêuticos por assinatura.

 
 
 

Posts recentes

Ver tudo

Comentários


bottom of page