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Por que 17 mil farmácias fecharam no Brasil e o que fazer diferente

  • 26 de abr.
  • 2 min de leitura

Nos últimos dois anos, 17 mil drogarias fecharam no Brasil. A maioria não fechou por falta de clientes. Fechou porque o modelo não aguentou. Margem apertada, custos fixos crescentes e receita que depende exclusivamente do movimento diário do balcão.

Para quem ainda está de pé, a pergunta é inevitável: o que fazer diferente?

Por que tantas farmácias independentes estão fechando?

Faturar R$ 65.000 por mês com margem líquida de 3% a 5% deixa sobrando entre R$ 1.950 e R$ 3.250. Para uma operação com aluguel, equipe, estoque e vigilância sanitária, isso não é negócio, é sobrevivência.

Qualquer imprevisto, um remédio que vence no estoque, uma multa da vigilância sanitária, um mês de movimento fraco, e o lucro do período inteiro vai embora. A culpa não é da gestão ruim. É do modelo.

O problema central: toda a receita depende do balcão

Uma drogaria tradicional só ganha quando vende. Se o movimento cai, a receita cai junto. Não há nenhuma proteção contra sazonalidade, concorrência nova na esquina ou qualquer outro fator externo.

A solução não está em vender mais. Está em criar uma fonte de receita que não dependa do movimento do dia.

O que fazer diferente: receita recorrente

Receita recorrente é aquela que entra todo mês, independente de quantas pessoas entraram na loja. No mercado farmacêutico, isso é possível através de convênios farmacêuticos por assinatura, onde a drogaria credenciada recebe uma parcela da mensalidade de cada associado vinculado a ela, todos os meses, enquanto o associado estiver ativo.

O resultado é que a drogaria passa a ter dois tipos de receita: a do balcão, que é variável, e a dos associados, que é fixa e previsível. Um associado que não comprou nenhum medicamento no mês ainda gera receita para a drogaria.

Qual o impacto real no orçamento da drogaria?

Com apenas 100 associados ativos vinculados à drogaria, a receita recorrente mensal já supera o lucro líquido médio de uma farmácia independente que fatura R$ 65.000 por mês. Sem vender um único medicamento a mais. Sem contratar ninguém. Sem mudar a operação atual.

Esse é o modelo que está transformando a realidade de drogarias independentes que decidiram fazer diferente.

 
 
 

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