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Mercado Livre e Rappi no mercado farmacêutico: o que eles conseguem e o que eles não conseguem fazer

  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

O mercado farmacêutico brasileiro está sendo disputado por gigantes. O Mercado Livre comprou uma drogaria para operar diretamente no segmento. A Rappi começou a entregar medicamentos em 10 minutos através de dark stores próprias em São Paulo. E as grandes redes tradicionais estão acelerando seus canais digitais.

Para o consumidor, isso parece ótimo. Mais opções, mais conveniência. Mas existe um limite claro para onde essas plataformas conseguem chegar. E entender esse limite faz toda a diferença para quem depende de medicamentos de verdade todo mês.

O que essas plataformas conseguem entregar?

Medicamentos sem receita, vitaminas de prateleira, produtos de higiene e bem-estar. Para uma dor de cabeça às 23h ou uma emergência de fim de semana, essas plataformas resolvem bem. A proposta de entrega rápida tem uma lógica clara: alta frequência de uso, ticket razoável e baixo atrito na compra.

O que elas não conseguem entregar?

Medicamentos controlados de tarja preta, com receita azul ou amarela. A legislação brasileira exige retenção da receita física original pelo farmacêutico responsável, o que inviabiliza o modelo de entrega rápida para esses produtos. A Rappi, o Mercado Livre e qualquer plataforma de entrega convencional estão limitados aos medicamentos isentos ou de receita simples. Fora das grandes capitais, essa limitação é ainda mais severa.

Para quem usa remédio controlado, o que muda?

Para quem toma ansiolítico, analgésico forte ou qualquer outro medicamento de tarja preta todo mês, toda essa movimentação das plataformas digitais muda muito pouco na prática. Esses medicamentos continuam exigindo uma estrutura farmacêutica que vai muito além de uma dark store ou de um aplicativo de delivery.

E para as drogarias independentes, o que fazer?

A entrada do Mercado Livre e da Rappi no setor farmacêutico assustou o mercado, inclusive as ações das grandes redes farmacêuticas chegaram a cair com o anúncio. Mas para a drogaria independente, o caminho não é competir com essas plataformas no campo da velocidade de entrega.

O diferencial que nenhuma plataforma de tecnologia consegue replicar é justamente a capacidade de entregar medicamentos controlados com receita azul e amarela em qualquer cidade do Brasil, com total conformidade regulatória. Drogarias que operam dentro de convênios farmacêuticos estruturados já fazem isso hoje, gerando receita recorrente mensal que não depende de nenhum aplicativo ou plataforma de entrega.

Enquanto o Mercado Livre e a Rappi disputam quem entrega paracetamol mais rápido, existe um mercado inteiro de medicamentos controlados que essas plataformas simplesmente não conseguem atender.

 
 
 

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